Perder Peso

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A questão do peso

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   Introdução
O excesso de peso e a obesidade são diferentes graus de acumulação excessiva de gordura no corpo, de forma a poderem prejudicar a saúde. O peso ideal não existe e o peso normal é um valor individualizado que depende de diversos factores: fisiológicos (idade, sexo, altura, etc...) genéticos, patológicos e culturais. Existem diversas formas de classificar o excesso de peso do indivíduo associando os factores fisiológicos entre si, sendo a mais usada o Índice de massa corporal (IMC). Considera-se excesso de peso o aumento do peso corporal do indivíduo acima do seu peso normal em 10-20%, que corresponde a um IMC entre 25-30 Kg/m2.

A obesidade é um problema de saúde e não apenas um problema estético; é uma doença crónica tem de ser tratada como tal. Associa-se ainda a um grande número de co-morbilidades, assim como a uma redução da esperança de vida, pelo que merece toda a atenção dos técnicos de saúde. Considera-se obesidade o aumento do peso corporal do indivíduo superior a 20% do seu peso normal, que equivale a um IMC = 30 Kg/m2. As possíveis complicações que provêm da obesidade e do excesso de peso estão intimamente relacionadas com a distribuição de gordura no organismo e originam um conjunto de problemas a vários níveis:

  • Físicos: diabetes mellitus, dislipidemias, HTA, problemas respiratórios, cardiovasculares, osteoarticulares, digestivos;
  • Psíquicos: perda da autoestima, depressão, ansiedade, alterações do comportamento alimentar;
  • Sociais: isolamento social, discriminação laboral;
  • Económicos: em Portugal, segundo a Associação Portuguesa de Economia da Saúde, o custo directo da obesidade, em 1996, foi de 46.2 milhões de contos o que corresponde a 3.5% das despesas totais com a saúde. Em 1999 rondou os 90 milhões de contos.

A obesidade e o excesso de peso são fruto da interacção entre factores genéticos e ambientais (apenas num pequeníssimo número de casos se deve a outras causas, como doenças endócrinas, síndromas genéticos, tumores, etc...).

Os hábitos alimentares incorrectos aprendem-se maioritariamente na infância. É comum aceitar a frase "de pais gordos, filhos gordos". A sociedade actual impõe determinados hábitos alimentares que condicionam, em grande parte, o excesso de peso e a obesidade. Ocorrem muitas condicionantes que impedem o seguimento de um regime alimentar correcto, pois, em muitas ocasiões, por necessidade de trabalho, falta de tempo, etc, as pessoas são obrigadas a comer fora de casa. A este tipo de alimentação chama-se "padrão alimentar de cafetaria".

O tabaco é outro dos factores que se destaca na sociedade em relação ao excesso de peso. A obesidade ocorre, muitas vezes, quando uma pessoa deixa de fumar. Isto deve-se ao facto do fumador possuir um metabolismo basal mais elevado enquanto fuma do que depois de deixar de fumar. Por este motivo, aumenta de peso quando deixa o tabaco.

Outro hábito relevante é o consumo de álcool. O álcool aporta muitas calorias "vazias" (sem nenhum valor nutritivo), que são utilizadas pelo organismo imediatamente. A energia fornecida pelos alimentos ingeridos, que passa a estar em excesso, é, por isso, armazenada, favorecendo o aumento de peso. É esta a razão da sua supressão na maioria dos planos de emagrecimento.
Tanto a obesidade como o excesso de peso são factores que intervêm de forma significativa na evolução e prognóstico de diversas doenças, que devem ser tidas em conta no programa de emagrecimento.
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